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Venezuela: Apagão prolongado deixa 4 crianças mortas após seus respiradores serem desligados, 1.250 pacientes renais sem hemodiálise, entre outras tragédias.

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CAOS SEM PRECEDENTES! 
O pior apagão da história da Venezuela continua por mais de 19 horas.
Imagem: Ana María Diez @AnaMariaDiez

Bebê sendo submetido a respirador manual (ambu).

Um blecaute maciço mantém em Caracas e em quase todos os estados do país, nesta sexta-feira.
A corrente foi cortada em Caracas às 16h30 locais (20h50 GMT), provocando o colapso do tráfego devido à paralização do metrô e falhas nos semáforos. Marés de pessoas caminharam vários quilômetros depois de deixar seus empregos.
O blecaute também afetou o aeroporto internacional Simón Bolívar, segundo relatos dos viajantes nas redes sociais.


Em Caracas, uma cidade com altos índices de criminalidade, a população tentou retornar às suas casas com a luz do dia e não havia atividade noturna.
O apagão afeta praticamente toda a Venezuela, com cortes em 23 dos 24 estados e na capital. Ao mesmo tempo, as linhas telefônicas e a Internet falham.


Nas redes sociais, Maduro acusou os Estados Unidos pelo apagão: "A guerra elétrica anunciada e dirigida pelo imperialismo americano contra nosso povo será derrotada. Nada nem ninguém poderá vencer o povo de Bolívar e Chávez. Máxima união dos patriotas".

A oposição e diversos especialistas responsabilizam o governo chavista pela falta de investimentos na manutenção da infraestrutura. 
Os apagões são comuns na Venezuela, onde a economia está em colapso, com falta de alimentos e remédios, além de grande êxodo de venezuelanos. 
Mais de três milhões de cidadãos já deixaram o país desde o início da crise.


Em um país onde a inflação deve atingir os 10.000.000% em 2019, segundo o Fundo Monetário Internacional, a falta de energia também paralisa o comércio, impedindo o pagamento com cartão.
A nota de maior valor, 500 bolívares, equivale a 15 centavos de dólar, o que mal permite comprar uma bala. 
Com isso, as transações eletrônicas são indispensáveis, incluindo para compras pequenas, como a de um pão.

Após após 19 horas, o serviço ainda não foi restaurado.

 Fontes: AFP/ REUTERS

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