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Seu glitter mata toda uma cadeia de vida marinha


Gliter e vaselina no corpo (Foto: Lívia Torres )

Observe no vídeo abaixo o momento em que o plástico entra na cadeia alimentar.
Um cientista filmou o momento em que a microfibra de plástico é ingerida por plâncton, ilustrando como o material está afetando a vida sob as ondas.
As imagens, tiradas pelo Dr. Richard Kirby, mostram uma maneira pela qual os resíduos de plástico podem estar entrando na cadeia alimentar marinha e global.


Microplásticos, como são chamados as minúsculas partículas feitas desse material que, basicamente, não se decompõe. 

No caso dos microplásticos usados na pele durante o carnaval, é comum que sejam feitos de copolímeros de plástico e folículos de alumínio. 

Os microplásticos são do pior tipo possível. Por conta de seu tamanho, é praticamente impossível recolhê-los e, por essa razão, eles somam 85% de todo o plástico encontrado na natureza. 

Nas águas, os plásticos costumam matar peixes, tartarugas e outros seres, que os ingerem confundindo com comida. 
O glitter e a purpurina são ainda mais maléficos: podem ser engolidos desde pelos seres mais diminutos até os do topo da cadeia alimentar.

Além da morte dos animais, há ainda a questão econômica. Com a diminuição da vida aquática, toda a pesca fica prejudicada e, também, todos os povos e comunidades que dependem dela para sobreviver.

Você pode até pensar que as grandes indústrias poluem demais o ambiente e que um pouquinho de glitter não vai fazer esse mal todo. Mas, convenhamos, o glitter e a purpurina são tão necessários assim? Fazer menos que o mínimo para tornar o mundo melhor é realmente fazer muito pouco.

Neste carnaval, divirta-se sem destruir. Cuide dos oceanos e descuide do resto.

Fonte: Pedra

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